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Livro do Mês





 
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  • Dezembro 2009

    Esta obra, que estará nas principais livrarias portuguesas a partir de 20 de Dezembro de 2009, fala-nos da infância das horas intermináveis, da fantasia que trazemos no coração ao acreditarmos que o céu foi pintado de cor de rosa pela fada das nuvens, não contestando a ideia do sol ter poderes mágicos, capazes de nos transformar em heróis. Brincamos no auge do sonho, na convicção de que ele jamais se extinguirá. Afinal, somos apenas crianças a quem foi dito que tínhamos o tempo todo do mundo para crescer.

    Mas há coisas que nunca voltam, coisas que nunca vão acontecer, coisas que nunca serão. Um tempo maior do que o nunca, que cede aos caprichos altruístas da nossa demanda.

    Por vezes sentimos que vagueamos em vão nos meandros temporais entre o sonho e o resto de nós, temendo que também a nossa dor e a nossa melancolia estejam marcadas da mesma forma. Sentimo-nos cercados pelo nada; e o que é o nada, afinal, se não um prolongamento extraordinário de uma desilusão imperecível? Nesses momentos, uma profunda angústia assombra todas as nossas lágrimas malfadadas. Sentimos o coração tão triste, tão vazio, tão perdido e sentimo-nos tão tristes, tão vazios, tão perdidos ao lado dele e com ele dentro de nós.

    Sartre, o grande existencialista, defendia que existir é criar a nossa própria existência, mas não deve ter sido por acaso que este, sob o efeito de mescalina, afirmou veementemente que estava a ser perseguido na rua por uma lagosta. Pelos vistos, até ele acreditava numa existência que não a sua.

    Por conseguinte, virtualmente teremos sempre algum caminho, algum trilho, algum rumo, como se o desnorteio nunca fosse total, como se a força que nos empurra para trás fosse exactamente a mesma que nos lança para a frente. E isso, seres perdidos ou prestes a perder-se, é algo que nem o fado lusitano consegue ditar.

    E assim vão as intempéries do ser.

    Prof. Antonino Jorge



    Sandra Cristina Moreira Dias

    Nasceu a 12 de Janeiro de 1984, em Valongo.

    Frequentou a Escola Secundária de Valongo e ponderou seguir História, Direito, e até Línguas e Literaturas Modernas, mas a maresia da vida levou-a de encontro à Psicologia.

    Adora arte e tudo o que se relaciona com ela. Sempre foi uma amadora a representar e a escrever. Mas adora teatro. Já frequentou um grupo de dança, Os Pés de Chumbo, do Grupo Recreativo da Retorta. Andou durante 3 anos nas marchas populares de S. João e também praticou Hapkido. Também gosta imenso de poesia e de pintura. O Impressionismo e o Surrealismo são as suas correntes predilectas. Admira muito Gabriel Garcia Marquez e o melhor livro que leu, até hoje, diz ser Don Quijote de la Mancha, de Miguel de Cervantes.





    A Biblioteca apresentou e divulgou o livro, promovendo a presença da escritora num encontro com a comunidade escolar. A directora da escola abriu a sessão relevando o facto de a autora ter sido aluna desta escola, exortando os actuais alunos a seguirem o bom exemplo da sua ex colega. Tendo em conta o impacto desta actividade junto da comunidade escolar, ficou a promessa de dar continuidade a este tipo de tertúlias no futuro.


  • Veja aqui as fotografias do evento Slideshow
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